Flávia Alessandra em um Bate-papo Sobre Moda, Maternidade e os Dias em Casa

Flávia Alessandra em um Bate-papo Sobre Moda, Maternidade e os Dias em Casa

Estrela da nossa campanha de Dia das Mães, Flávia Alessandra é aquele tipo de mãe que gosta mesmo de estar perto, conversar e acompanhar cada novidade da vida das filhas - e é assim, juntas, que elas têm passado os dias em casa. Em um bate-papo especial, ao lado da primogênita Giulia, a atriz fala sobre maternidade, sua relação com a moda e como têm sido os dias de isolamento em casa com a família. Confira:

A: Como a maternidade mudou a sua vida? E o seu estilo?

F: Mudou tudo! Antes de ser mãe, eu me colocava como prioridade, meu mundo. Depois, quando a maternidade chegou, uma chave girou. O meu mundo são minhas filhas. A prioridade é toda delas. Seus horários, seus planos, seus sonhos, seus objetivos, tudo deixa de ser solo. Você fez algo pensando em como isso vai reverberar na vida daquelas pessoas que você está educando e chamando de filho. Elas trouxeram cor e muito amor para a minha vida. Sobre estilo, hoje eu consigo ter o meu próprio estilo. Mas quando Giulia e Olívia eram pequenas, meu estilo sempre tinha que envolver uma bolsa com fralda e todas as coisas delas (risos). Além do carrinho de bebê (mais risos).

Flávia: vestido longo tricot, sandália mule tiras cruzadas, brinco argola tripla folheada. Giulia: vestido curto leather cobra, tênis tramado, parka nylon manga dobrada, brinco mini argola dupla

A: Como a fama influencia a relação com a sua família? Como você lida com isso?

F: Fama é algo que fica da porta para fora da nossa casa. Na nossa casa nós somos uma família, temos nossas regrinhas básicas, como almoçar e jantar sem o telefone celular. Sou mãe e gosto desse papel de educadora, de criar mesmo. A fama é uma consequência do meu trabalho e eu lido bem com ela. É claro que tem momentos de exposição que não são tão bacanas, mas sei que é um combo. Eu me concentro no que é legal, que é o reconhecimento do trabalho e pronto.

Flávia: brinco elo, blusa manga longa, saia midi fenda lateral, bolsa mini bucket. Giulia: jaqueta jeans, top xadrez, calça slim pregas, cinto verniz, sandália pulseira salto grosso, argola resina detalhe folheado

“Sou mãe e gosto desse papel de educadora, de criar mesmo. A fama é uma consequência do meu trabalho e eu lido bem com ela.”

— FLÁVIA ALESSANDRA

A: Qual a sua relação com a moda?

F: Eu adoro moda! Gosto muito de saber o que acontece nesse universo, de saber os lançamentos, as referências. Moda é um trabalho artístico e me instiga muito a imaginar o que aquela pessoa queria traduzir quando criou uma peça. Leio sobre, vejo os desfiles... É um assunto que me interessa. Nesses dias de isolamento, por exemplo, tenho olhado perfis no Instagram, lido matérias para entender esse momento da moda no mundo - estamos falando de uma indústria que emprega milhares de pessoas.

A: O que não pode faltar no seu guarda-roupa?

F: Shorts, jeans, t-shirt, biquíni, chapéu... Tem algumas coisas que não podem faltar (risos). São peças que, além de confortáveis, sempre dão para criar um look bonito e fazer uma combinação. Ah, e os sapatos. Eu também adoro sapatos.

A: Você é super ligada em saúde. Conta pra gente um pouco da sua rotina?

F: Eu sempre faço check-up regularmente, para saber se por dentro está tudo bem. Não adianta estar bonita por fora e não estar bem por dentro. Tenho uma alimentação saudável, faço exercícios regularmente, cuido da minha pele sempre. Limpo, tonifico e hidrato. Bebo bastante água. São coisas que eu aprendi e sigo já há muito anos.

“Não adianta estar bonita por fora e não estar bem por dentro.”

— FLÁVIA ALESSANDRA

Flávia: blusa cropped recorte, jaqueta nilon elástico, shorts leather clochard, sapatilha bico fino, brinco folheado fio metal. Giulia: vestido curto alcinha, brinco argola tripla, sandália tiras finas salto flare

A: Falando da situação da epidemia que estamos vivendo, como está lidando com tudo isso?

F: É muito triste essa realidade que estamos vivendo. Nunca imaginei que passaríamos por algo assim em pleno 2020. Mas eu não posso reclamar, tenho falado muito isso. Tenho o privilégio de fazer o isolamento social, porque a empresa em que eu trabalho permite essa possibilidade, tenho reserva financeira, minha casa, minha família protegida. Sei que tem muita gente que não tem o que comer, que está em situação de vulnerabilidade nesse cenário. E isso me preocupa. Eu tenho um trabalho com a Brazil Foundation e estamos nos mobilizando justamente para ajudar de forma ativa nesse momento e poder fazer alguma diferença. Se você muda a vida de uma única pessoa, você já fez a diferença. Se cada um que pode faz algo pelo seu próximo, já teremos um mundo melhor.

“Se você muda a vida de uma única pessoa, você já fez a diferença. Se cada um que pode faz algo pelo seu próximo, já teremos um mundo melhor. ”

— FLÁVIA ALESSANDRA

Flávia: macacão tencel manga longa e scarpin salto madeira tiras finas

A: Como está passando seu tempo em casa?

F: Cuido da casa, da cozinha, dos meus cachorros, das minhas plantas - que é algo que eu amo e me acalma. Faço ioga e me exercito em casa. Fico com as minhas filhas, com meu marido. Vemos TV, séries. Leio também. Acho que é como uma parte das pessoas está vivendo. Não tem uma dica milagrosa. É um dia de cada vez.

A: E a convivência 24h com as suas filhas? O que têm feito juntas?

F: A gente conversa muito! Mesmo! Aqui não tem lugar para silêncio (risos). É muito bom ficar com eles, saber o que elas andam pensando. Nossa troca é muito gostosa. A gente cozinha, arruma a casa, se exercita, conversa, assiste tv e séries...

A: Qual é a primeira coisa que vai querer fazer quando a quarentena acabar?

F: Ver os meus pais, abraçá-los. Tomar um banho de mar. Voltar ao meu trabalho, que é algo que eu amo e estou sentindo muita falta.

Flávia: camisa bolso cargo, calça slim sarjada, brinco flor metal color, sandália mule tiras. Giulia: blusa manga bufante, saia curta botões, brinco argola tripla com pérola, sandália de couro salto cilíndrico

“Temos que nos manter positivos diante desse cenário. Sei que não é fácil, é angustiante lidar com tantas incertezas. Se você pode ficar em casa, fique.”

— FLÁVIA ALESSANDRA

A: O que espera desse Dia das Mães em meio a um cenário tão incerto e delicado?

F: Eu vivo uma situação de privilégio e eu sei disso. Tenho noção desse lugar. Fico imaginando as outras famílias que estão em situação de vulnerabilidade nesse momento tão delicado do mundo. Não posso pedir nada. Mesmo. Eu só posso agradecer por ter as minhas filhas e o meu marido por perto. Torço muito para que esses dias tão incertos passem logo. E que a gente possa sair fortalecidos fisicamente e emocionalmente.

A: Se pudesse passar uma mensagem para as pessoas neste momento, qual seria?

F: Temos que nos manter positivos diante desse cenário. Sei que não é fácil, é angustiante lidar com tantas incertezas. Se você pode ficar em casa, fique. Faça a sua parte. Se você não pode, porque tem muitas pessoas que não podem, porque precisam colocar o que comer na mesa ou presta os serviços considerados essenciais, se cuide nesse período. Existe uma corrente de pensamentos e orações para que esse cenário mude e dias melhores cheguem.